Orientação sobre alimentação saudável deve ser rotina nas unidades de saúde

Assegurar uma alimentação complementar saudável após os seis meses vida da criança, é o principal objetivo da Estratégia Nacional de Promoção da Alimentação Complementar Saudável, desenvolvida pelo Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta é contemplar a formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, com a introdução da alimentação complementar em tempo oportuno e de qualidade, respeitando a identidade cultural e alimentar das diversas regiões brasileiras.

Para isso, profissionais de saúde, que atuam na Atenção Primária do Sistema Único de Saúde estão sendo treinados e se tornando multiplicadores de informações a respeito da alimentação complementar.

Com essa finalidade, prossegue até esta sexta-feira (27), no auditório da Sepof, a II Oficina para formação de tutores na Estratégia Nacional de Promoção da Alimentação Complementar Saudável no Estado do Pará. A promoção é da Coordenação Estadual de Nutrição da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Ministério da Saúde, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (Ibifan).

Estão participando da programação cerca de 40 profissionais de saúde de nível superior, maioria nutricionistas, de 15 municípios paraenses prioritários para a redução da mortalidade infantil, que são Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Belém, Bragança, Breves, Cametá, Castanhal, Itaituba, Marabá, Marituba, Paragominas, Parauapebas, Santarém e Tucuruí.

Segundo a coordenadora estadual de Nutrição, Yonah Figueira, o SUS tem trabalhado de forma eficaz e a população tem assimilado bem a necessidade e importância do aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, mas ainda não está bem informada sobre a alimentação complementar após os seis meses idade. “Por isso, estamos formando tutores municipais e regionais de saúde para desenvolverem, como atividade de rotina no serviço de saúde, estratégias voltadas à orientação às mães sobre alimentação após os seis meses de idade”, explicou.

Conforme Yonah, após os seis meses de vida, as crianças já podem e devem comer frutas, legumes, feijão, gema de ovo, fígado, moela, mas ainda estão ingerindo muita alimentação inadequada por falta de conhecimento, principalmente, no interior do Estado, onde há bastante resistência, pelo fato de a mãe achar que faz mal. “É um equívoco oferecer apenas mingau aos bebês”, ressaltou.

Fonte: Ascom/Sespa

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